O
consumo responsável, definido como “a
capacidade de cada pessoa ou instituição,
pública ou privada, escolher e/ou produzir
serviços e produtos que contribuam, de forma
ética e de fato, para a melhoria de vida de
cada um, da sociedade e do ambiente”, surge
no cenário das relações de troca,
em contraponto ao consumismo desenfreado e inconseqüente,
por acentuar as desigualdades sociais e comprometer
a sustentabilidade ambiental.
Dados do Relatório da ONU indicam que, em média,
86% dos produtos e serviços disponíveis
são consumidos por 20% da população
de maior poder aquisitivo, enquanto 1,3% pelos mais
pobres.
Ao adquirir um produto ou serviço oriundo de
uma cadeia produtiva solidária, o consumidor
estará viabilizando a preservação
de valores étnicos e culturais
de pequenas comunidades,
e colaborando para a construção de modelos
de maior consistência sistêmica apoiados
na justiça econômica, social e na democracia
participativa.
O comprometimento do consumidor consciente com o movimento
de comércio justo, ético e solidário,
mediante sua efetiva intervenção, pode
definir um mercado estável e significar a garantia
da segurança alimentar e nutricional de milhares
de produtores e trabalhadores associados.
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