O Comércio Justo originou-se a partir de iniciativas
de grupos organizados, pautadas em valores éticos
e solidários, notadamente na Europa na década
de 60. Esses movimentos tinham como propósito
assistir a comunidades de pequenos produtores em países
em desenvolvimento, submetidos a barreiras comerciais
impostas aos seus regimes políticos e a situações
de pobreza. Consistia em uma forma de transação
em que pequenos produtores em países em desenvolvimento
(países do sul) ofereciam seus produtos a consumidores
de países desenvolvidos (países do norte),
que estivessem dispostos a pagar por eles um preço
melhor ou “justo”.
A proposta do comércio justo está amparada
em princípios que se traduzem em códigos
de condutas e na introdução de selos
sociais, consolidando um modelo alternativo de comercialização,
com relações estáveis e prêmios
sociais redirecionados à comunidade, que possibilitem
a alavancagem de processos de desenvolvimento sustentáveis,
com impactos positivos na geração de
renda.
Segundo a última conferência anual da
IFAT (International Federation for Alternative Trade)
em Arusha, Tanzânia, em junho de 2001: “Comércio
justo consiste em uma parceria comercial, baseada
em diálogo, transparência e respeito,
que busca maior eqüidade no comércio internacional.
Ele contribui para o desenvolvimento sustentável
através do oferecimento, a produtores marginalizados,
de melhores condições de troca e maiores
garantias de seus direitos”.
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